quinta-feira, 23 de julho de 2009

I must...

“I must learn to love the fool in me the one who feels too much, talks too much, takes too many chances, wins sometimes and loses often, lacks self-control, loves and hates, hurts and gets hurt, promises and breaks promises, laughs and cries”

Theodore Isaac Rubin

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Sobre o direito a sentir saudade


Existe um direito que muitas vezes nos é negado. O direito à saudade. Pode parecer estranho dito assim. Mas basta olharmos para as nossas próprias vidas para ver como muitas vezes nos é negado. Quando falo no direito à saudade falo no direito a proclamar esse sentimento. O direito de o dizer em voz alta. A saudade vive das memórias e apenas quando os intervenientes estão de acordo se pode proferir essa palavra. Quando isso não acontece é apenas um sentimento escondido.

Hoje, quero poder dizer que sinto a tua falta. Tenho saudades tuas. Não existe espaço para eu te dizer estas palavras, não é permitido dizê-las. Não existe um único dia que passe em que não pense em ti... Talvez um dia descubras isso. Não que isso vá alterar a nossa situação. Às vezes apenas gostava que soubesses que sinto saudade.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Sobre o movimento TwitMedula



Quando pela primeira vez vi, na minha timeline do twitter, a @InesRibeiro, a @paulapico e o @NunoSarandes falarem sobre a inscrição de dadores de medula óssea achei a ideia muito interessante.
O twitter tem-se revelado uma fferramenta de mobilização. Exemplo disso, a uma escala global, foram as eleições no Irão e a nível local a recepção ao @calvas no aeroporto ou a manifestação contra as más condições climatéricas organizada pelo @pedrotochas via twitter.


Esta capacidade de organização que é cada vez mais possível em Portugal, permitiu a constituição do movimento #Twitmedula.


Partindo de uma vontade da @InesRibeiro, apoiada pela @paulapico de contribuir para esta causa solidária, a mobilização levou não uma, mas nove pessoas a se tornarem doadores de medula óssea.
Julgo que em comum teríamos uma vontade de contribuir para esta causa.

Posso aqui resumir o que me levou a aderir a este movimento. Em primeiro lugar, foi claramente, o achar esta causa importante e ter uma vontade prévia de me tornar doadora.

O twitter permitiu pôr em prática esta vontade. Um dia e uma hora marcada e companhia. Pode parecer ridículo, mas a verdade é que, muito dificilmente, me ausentaria uma manhã do trabalho para proceder a esta inscrição. Seria simplesmente uma vontade, que só passaria a uma realidade se as circunstâncias o permitissem. O twitter criou essas circunstâncias.

Mesmo que não tivesse aparecido mais ninguém, eu sabia que a @InesRibeiro e a @paulapico lá estariam à hora combinada. Em vez de uma inscrição seriam duas.

Foram nove pessoas. Importante? Na minha opinião sim. Nove pessoas que não se conheciam pessoalmente aderiram a um movimento por uma causa maior.

Continuo a acreditar no ser humano. O que se passou no dia 8 de Julho de 2009, para mim, é mais uma esperança renovada. É acreditar num mundo que respeita a diferença e que trabalha em conjunto para um futuro melhor.

Respondendo à pergunta do @RickBatista, como me senti ao participar desta experiência, a resposta é simples: senti-me e sinto-me bem.

Obrigada a todos os presentes por me terem feito sentir assim: @InesRibeiro, @paulapico, @JoanaRSSousa (e mano lindo), @RickBatista, @designerferro, @estounanet, @diogocavaleiro, @cesar1977, @tonyvirtual e a nossa twitter do Porto @Catarina_SCC.

Um especial obrigado ao @nunosarandes e a todos os twitters que divulgaram o movimento #Twitmedula.

Hope is not a dream but a way of making dreams become reality.

Podem ver mais aqui: #TwitMedula

sexta-feira, 3 de julho de 2009

On a clear day you can see forever

Mágico... Não resisti... Obrigada Pascal...

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Sobre Junho 2009


Este mês foi repleto de surpresas.

Estava eu em comiseração total quando de repente aconteceram as eleições no Irão... E, numa bela sexta-feira à noite vi-me levada através do twitter para o meio da revolta iraniana. As novas tecnologias têm disto e dão um novo sentido à expressão 'em directo'. Não era na TV (que ignorou completamente a situação, até o Obama ter falado no assunto) era na primeira pessoa. Era aquele estudante de farmácia, barricado na residência, que não sabia dos colegas, que relatava a milhares de pessoas em todo o mundo o que se passava na sua cidade. Revolta-me seriamente todas as situações que põem em causa a Liberdade das pessoas. Assim deu-se um click...
Durante 3 dias não dormi a acompanhar todos os pormenores da situação. Iniciei discussões na net, critiquei os media, aderi a causas e continuo a usar o meu avatar verde no Twitter.
As eleições no Irão fizeram ressuscitar o meu verdadeiro eu. Puseram o meu cérebro a pensar e o meu coração a sofrer com algo maior do que apenas eu.

A pouco e pouco recupero.


Aproveitei Junho para:
trocar um amor perdido por uma amizade descontraída
lamentar a morte do Michael Jackson e dar-me conta que as suas músicas fazem parte da minha vida
discutir política e o estado do país com deputados e jornalistas no twitter
trocar emails com o Francisco Louçã a criticar a apatia do Bloco em relação ao Irão
irritar-me com o golpe de estado nas Honduras
ver o documentário Earth e deslumbrar-me com o nosso mundo
ficar chocada com o documentário da Farrah Fawcett sobre o seu cancro por ser tão intimista
ficar triste com a morte de Pina Bausch e recordar o Café Müller
estar zangada e com raiva mas não me sentir culpada por isso
trabalhar

Vamos ver o que Julho me reserva...